Resenha: Tudo e todas as coisas.


"Minha doença é tão rara quanto famosa. Basicamente, sou alérgica ao mundo. Qualquer coisa pode desencadear uma série de alergias. Não saio de casa. Nunca saí em toda minha vida. As únicas pessoas que já vi foram minha mãe e minha enfermeira, Carla. Eu estava acostumada com minha vida até o dia que ele chegou. Olho pela minha janela para o caminhão de mudança, e então o vejo. Ele é alto, magro e está vestindo preto da cabeça aos pés. Seus olhos são de um azul como o oceano. Ele me pega olhando-o e me encara. Olho de volta. Descubro que seu nome é Olly. Talvez eu não possa prever o futuro, mas posso prever algumas coisas. Por exemplo, estou certa de que vou me apaixonar por Olly. E é quase certo que será um desastre."

Drama | Romance | Ficção Americana | 280 páginas | Nota: 4,0


Tudo e todas as coisas é centrada na vida de Madeline Whittier, uma garota de 18 anos que “possui” uma doença muito rara, chamada de IDCG (Imunodeficiência Combinada Grave), fazendo com que ela passe todos os dias de sua vida trancada dentro de casa, sem nenhum contato com o mundo exterior e tendo como companhia somente sua mãe (Pauline Whittier) e sua enfermeira/babá/amiga/cúmplice Carla.
A vida é dura meu bem. Cada um segue em frente como pode. 
Seus dias deveriam ser centrados somente em suas leituras, estudos e programações em família, até a chegada inesperada dos vizinhos da casa ao lado, porém, o que realmente chama a atenção de Maddy, foi a presença de um garoto misterioso e extremamente bonito. Seu nome? Oliver Bright.
Tudo envolve riscos. Não fazer nada também é arriscado. A decisão é sua. 
Instantaneamente nasce uma atração entre Maddy e Olly e como em um passe de mágica, ambos estão apaixonados um pelo outro. (Achei muito rápido tudo isso? Achei. Mas devido as circunstâncias e o fato de estar sendo relacionado a uma adolescente que nunca entrou em contato com estranhos, chega a ser até compreensível).
A responsabilidade, porém, nunca é de um único momento, mas de vários. E em cada um deles sua vida pode mudar de mil maneiras. Talvez exista uma versão da sua vida para as escolhas que você faz e para todas as que não faz. 
No decorrer da história, percebemos o laço que é formado entre eles e alguns assuntos de caráter importantíssimo, sendo eles: imigração clandestina, alcoolismo e violência doméstica. Um detalhe bem interessante sobre esse livro, tem a ver com o cuidado que a Nicola Yoon teve ao inserir outras referências literárias de destaque, sendo eles: Flores de Algernon ( Daniel Keyes); O Senhor das Moscas ( William Golding); O Homem Invisível (Ralph Ellison); O Estrangeiro (Albert Camus); Esperando Godot (Samuel Beckett); A Náusea (Jean-Paul Sartre) e finalmente O Pequeno Prince  de Saint-Exupéry.
O amor faz tudo valer a pena. Tudo. - O Pequeno Principe, de Antoine Saint-Exupéry. 
O ápice da história é quando Maddy decide viver o que o universo têm a oferecer e decide levar consigo para o Havaí, ninguém menos que Olly e é lá que várias cenas fofas entre eles acontecem, até que algo esperado acontece fazendo com que os dois se separem. E é nesse tempo em que os dois ficam distantes,  que uma descoberta arrasadora acontece, fazendo com que toda a vida de Madeline tenha se transformado em uma grande mentira.

Sendo assim, o que acontece no final, deixo a cargo das vossas imaginações. 

Resenha: Imperfeitos




"Celestine North vive em uma sociedade que rejeita a imperfeição. Todos aqueles que praticam algum ato julgado como errado são marcados para sempre, rechaçados da comunidade, seres não merecedores de compaixão. Por isso, Celestine procura viver uma vida perfeita. Ela é um exemplo de filha e de irmã, é uma aluna excepcional, bem quista por todos do colégio, além do mais, ela namora Art Crevan, filho da autoridade máxima da cidade, o juiz Crevan. Em meio a essa vida perfeita, Celestine se encontra em uma situação incomum, que a faz tomar uma decisão instintiva. Ela faz uma escolha que pode mudar o futuro dela e das pessoas a seu redor. Ela pode ser presa? Ela pode ser marcada? Ela poderá se tornar, do dia para a noite Imperfeita? Nesta distopia deslumbrante, a autora best-seller Cecelia Ahern retrata uma sociedade em que a perfeição é primordial e quem cometer qualquer ato falho será punido. A história de uma jovem que decide tomar uma posição que poderá custar-lhe tudo."

Distopia  | Ficção  | Literatura Estrangeira  | 320 páginas  | Nota: 4,5

E ai, Pessoal! Como vocês estão?

Para aqueles que seguem o blog no Instagram, recentemente postei uma foto deste livro dizendo que há muito tempo ele estava em minha estante e por conta da faculdade, não estava tendo disponibilidade para lê-lo. Foi então que criei vergonha na cara e finalmente estou aqui para dizer o que achei e olha, me arrependo de não ter lido antes. Confesso que ao entrar de cabeça nessa história, várias emoções tomaram conta de mim.

Tudo se baseia em uma sociedade que se divide em Perfeitos e Imperfeitos. Os primeiros são “exemplos da sociedade, íntegros e morais”. Já os segundos, são os que de alguma forma, envergonharam seu país e suas normas.

 Celestine North sempre seguiu as regras, vinda de uma família de classe média alta, ela tinha tudo o que uma garota de 17 anos poderia sonhar: popularidade, ótimos pais, um namorado incrível e um futuro todo planejado. Não haveria erros, era lógica pura. Até que um dia, por ajudar um simples senhor (Imperfeito), vê sua vida virada de cabeça para baixo. Vários acontecimentos e injustiças são cometidas no decorrer da trama, sendo esta garota, a pessoa mais marcada de todos os tempos, totalizando cinco marcações legais e uma não dita perante o tribunal, sendo esta feita por seu sogro furioso e também juiz do tribunal superior, Meritíssimo Crevan que se torna o seu maior inimigo, no momento em que Celestine se opõe ao sistema. E é com essa sexta marca, que o modelo de jurisdição perfeito pode ser derrubado.

Há também um misterioso rapaz, seu nome? Carrick Vane. Imperfeito desde o nascimento e vizinho de cela, mesmo ainda estando namorando com Art Crevan, Celestine sente uma forte necessidade de impressiona-lo. Seja por seu ar de bravura ou seu olhar impactante, ali uma aliança é formada e tudo pode acontecer. 

Um dos meus trechos preferidos do livro, foi: " - O velho, o nome dele é Clayton Byrne - digo, mais perto do microfone, a primeira vez que o nome dele é mencionado - Quando Clayton entrou no ônibus, pensei que era meu avô. - Penso em como me senti quando ele começou a tossir. 
- Ele estava tossindo e pensei que ele iria morrer. Não me importei com o fato de ele ser Imperfeito, só vi uma pessoa, um ser humano que me lembrava meu avô e a quem ninguém estava ajudando. Então, para responder á sua pergunta, o que deu em mim.... a resposta é: compaixão. É lógica. Ele não se sentou, eu o ajudei a se sentar. Na hora - falo a todos agora, querendo que entendam - achei que era a coisa certa a se fazer"

Sobre a autora, para aqueles que nunca ouviram falar dela, sua escrita já rendeu alguns bons filmes, sendo eles: P.S. Eu te amo e Simplesmente acontece. Por fim, digo a vocês que várias lágrimas saíram (sem querer) ao ler o primeiro livro desta série escrita por Cecelia Ahern, já que muitas das cenas ali retratadas, são uma cópia perfeita da nossa atual sociedade. Cidadãos preconceituosos, donos da verdade, que vem no sofrimento do outro a diversão. 

Resenha: Siga os Balões - O Livro.



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“Siga os balões é um projeto criado por Daniel Duarte, que espalha em pedaços de papel a vida cotidiana. Nem sempre feliz, mas nem tão triste, Siga os Balões é sobre a vida real e sobre aprender a ver os dois lados das coisas. Reunindo mais de 330 mil seguidores em suas redes sociais, o projeto compartilha amor e boas vibrações pela Internet. No livro, os traços fazem frases postadas on-line evoluem e se tornam algo maior e mais vibrante. As cores tomam outras formas e as mensagens, que antes eram apenas compartilhadas com hashtags, chegam ao papel de maneira doce, leve e motivadora. Entre textos reescritos, crônicas inéditas e ilustrações com um visual totalmente diferente, Siga os Balões – O Livro é o que você precisa para dar uma pausa na correria da vida, respirar e se inspirar.“Siga os balões é um projeto criado por Daniel Duarte, que espalha em pedaços de papel a vida cotidiana. Nem sempre feliz, mas nem tão triste, Siga os Balões é sobre a vida real e sobre aprender a ver os dois lados das coisas. Reunindo mais de 330 mil seguidores em suas redes sociais, o projeto compartilha amor e boas vibrações pela Internet. No livro, os traços fazem frases postadas on-line evoluem e se tornam algo maior e mais vibrante. As cores tomam outras formas e as mensagens, que antes eram apenas compartilhadas com hashtags, chegam ao papel de maneira doce, leve e motivadora. Entre textos reescritos, crônicas inéditas e ilustrações com um visual totalmente diferente, Siga os Balões – O Livro é o que você precisa para dar uma pausa na correria da vida, respirar e se inspirar."

Técnicas de Autoajuda | Autoconfiança | 160 páginas | Nota: 3/5

Inicio a resenha de hoje dizendo: nem sempre quem vê cara, enxerga o coração. Ok, não é o que eu realmente quero dizer, mas em suma, o que havia chamado a minha atenção neste livro, foram a sua capa e ilustrações internas. Ao longo dele, podemos ver aspectos peculiares do autor, como momentos específicos de sua vida, sendo eles: frustrações pessoais, amor, a primeira vez, entre outros. Tudo seguido de imagens incríveis.


Com relação as imagens inseridas no texto e toda a sua personalização, não há o que se discutir. Tudo muito lindo e bem produzido, até mesmo com uma delicadeza, que como bem sabemos, é tipico do Daniel Duarte em suas obras virtuais, porém, quanto aos textos, achei tudo muito raso e sem emoção. Nada do tipo que me faria refletir. Na verdade, as curtas frases que ele posta em seu Instagram,  fazem pensar muito mais. 

Enfim, para aqueles que gostam de leituras rápidas e sem  muita interpretação, este é um livro ótimo, ainda mais por ser totalmente gráfico. Seja para aqueles que estão começando a ter uma relação mais intima com a leitura ou simplesmente por não gostarem de livros mais complexos. Aqui, é o retrato de uma vida, a exposição de uma alma, então, só saberá sentir exatamente o que o autor deseja, aqueles que já passaram por situações cotidianas semelhantes.    


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